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Economia em baixa estimula permuta no mercado imobiliário de Ribeirão

Autor: - 21/07/2016

Profissionais do setor também citam flexibilização de até 15% nos preços. Baixa demanda causou queda de 6% no metro quadrado local em 2016.

Especialistas apontam que o cenário de crise na economia do país mudou as estratégias de negociação do mercado imobiliário em Ribeirão Preto (SP).

Preços de 10% a 15% mais flexíveis e permuta de casas, apartamentos e veículos, são algumas das principais formas de tentar manter as vendas em atividade diante da queda na procura.

Estudo divulgado recentemente pelo Centro de Pesquisa em Economia Regional (Ceper-Fundace) apontou que, em decorrência de fatores como uma menor demanda por imóveis, o valor médio do metro quadrado local caiu 6% em janeiro em relação ao mesmo período de 2015.

O empresário Rubens Tadeu Wendler Riglione, que atua com a construção de casas em condomínios fechados, confirma ter preferido receber 10% menos do que pagou por um imóvel para não perder a venda.

"Começou a ficar um tanto quanto mais difícil de um ano pra cá, tendo que aceitar algumas condições que há um ano você poderia não aceitar, mas que agora tem que aceitar", afirma.

Adequação
A redução nos preços e a maior disponibilidade por facilitar as formas de pagamento compõem um contexto posterior a um período de alta valorização do mercado de imóveis em Ribeirão Preto, quando o crédito estava em alta e a procura acelerada.

Diretor comercial de uma imobiliária no município, Antônio Carlos Peixoto avalia que, entre 2010 e 2014, os preços subiram acima do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), mas posteriormente foram reajustados para acompanhar o poder de compra do público.

"O imóvel é baseado no valor do terreno, da mão de obra, da indústria do aço, do cimento, o que se gasta para construir um imóvel, e, claro, com uma margem de lucro para quem constrói. Só que essa margem de lucro estava sendo muito alta, hoje houve uma adequação", explica.

Cenário favorável a quem tem interesse em comprar um imóvel, segundo Peixoto. Ele, no entanto, acredita que as quedas já chegaram a limite.

"É momento de comprar. A adequação que já houve levou o imóvel a chegar ao seu valor real de mercado, não tem como o imóvel ficar baixando mais."

O corretor Rodrigo César Bertini confirma que, além do preço reduzido, o poder de barganha do comprador está maior na hora de fechar o negócio.

"Tempos atrás, quando o mercado estava reagindo bem, não tinha tanto essa questão da troca. Hoje é necessário que tenha essa troca, então as pessoas estão tendo essa consciência de que, para possa chegar a um negócio, se alterar o valor ou até aceitar outro imóvel como forma de pagamento", diz.


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